terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Controvérsias com o Tempo



O Tempo que passou na janela
Foi embalo de trem em seus trilhos
Os meus olhos refletiram os brilhos
Como um rosto de feliz donzela...

Inda há tempo, digo pro Tempo!
Inda que eu não seja mais jovem...
Que as tuas razões apenas comovem
Nos dizeres que ecoas no vento!

Mas de qual tempo ainda me cobras?
De qual amor, Tempo, me condenas?
Eu fiquei tão quieta! Fiquei, apenas,
A espera de escutar tuas palavras...

De qual tempo tu me falas?
Em que dia, Tempo, me quiseste,
Se do meu coração só fizeste
Triste e cansado peso de malas?

E tu, tempo que passou, asseguro,
Com o resto que de ti inda sobra,
És pequeno, mas ainda me dobra
Um amor que é só teu, Tempo, juro...

Meu sorriso é discreto, não vês?
A espera do teu abraço inocente...
E ainda há bastante pra gente,
Meu querer se assanha outra vez!

E o tempo, ao contrário, me diz,
Que é sábio e que ele existe pra tudo,
Que a vida só passa, e, contudo,
Não apaga um amor... Que eu te quis!

Vania Viana - Maceió - 01.01.2010

2 comentários:

  1. A bela mulher agora tem a maturidade na escrita também! Belo poema, parabéns!

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  2. está maavilhoso seu blog..adorei....beijokas

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